Encontrada nova profissão de mulher egípcia através do resto dos seus dentes

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Ao estudar culturas antigas, às vezes é difícil dizer o que uma pessoa em particular fazia. Felizmente, no antigo Egito, junto com os mortos, colocavam uma variedade de objetos que estavam associados ao seu status e habilidade – na maioria dos casos, o tipo de atividade dos egípcios era determinado precisamente por esses achados.

Há outro método, muito mais preciso, de definir o ofício de pessoas antigas – o estudo dos seus esqueletos. Recentemente, pesquisadores da Universidade de Alberta examinaram uma mulher egípcia que viveu há 4.000 anos atrás e descobriram que ela estava envolvida num ofício muito inesperado.

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As marcas nos seus dentes indicam claramente que ela era uma costureira. Esta é uma descoberta muito inesperada, porque antes acreditava-se que apenas existia sete profissões para a mulher egípcia: sacerdotisa nos templos, cantora, música, dançarina, enlutada, tecelã e parteira. Aparentemente, a costureira era altamente respeitada – foi enterrada num caixão de madeira com vasos de alabastro, um espelho de bronze e cosméticos.

Em contraste com os 1070 dentes encontrados na necrópole onde os restos mortais foram encontrados, os dentes dessa egípcia tinham sido usados em lugares não naturais para mastigar. Os dois incisivos centrais eram usados ​​na forma de uma cunha e os 14 dentes restantes tinham abrasões planas.

Os pesquisadores concluíram que a artesã usou os seus dentes para dividir o junco, que era usado para tecer cestas, sandálias, tapetes e até cortinas.

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A condição dos dentes da mulher egípcia diz que muitas vezes usava uma placa e muitas das vezes sofria de dor.

Estes problemas estavam provavelmente relacionados com as partes pegajosas da cana, e algumas escoriações sugerem o uso frequente de um analgésico para aliviar as gengivas doridas.

Este estudo prova mais uma vez que os dentes podem dizer muito sobre os povos antigos. Anteriormente, os cientistas já haviam conseguido descobrir a profissão das pessoas dessa maneira – o estado do esmalte dentário até ajudou a determinar o que os ancestrais humanos comeram na Idade da Pedra.

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About the Author: Bruno P

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